domingo, 19 de junho de 2016

“Um bom par de óculos, por vezes, basta para curar uma pessoa apaixonada." Nietzsche

Manifesto meus desejos quando me desapago deles,  pois a Vida tem esse jogo, quando se precisa não se tem, mas quando se quer sem apegos é aí que se consegue, eis o segredo!
Querer e não precisar, quem quer tem, quem precisa nem sempre tem, pois o precisar nos faz sofrer, quem vive dizendo "eu preciso disso ou daquilo e de alguém" é que nem sempre consegue por estar preso ao desejo que escraviza, isso se chama paixão, paixão é dor, só dor!
É ótimo querer e desejar algo, mas algumas pessoas se apaixonam por seus desejos e isso apega de tal jeito, apego nunca é bom!
A cura é o que Nietzsche receitou; Um bom par de óculos! O que ele quis dizer é que, se você conseguir ver as coisas como elas realmente são, você nunca vai se apaixonar por elas. “Ver as coisas e pessoas pelo o que elas realmente são”, nada mais e nada menos, assim verás que a nossa própria felicidade não pode ser sacrificada pelos desejos e paixões!
É claro que, não há nada de errado em apreciar as coisas belas e brilhantes. Esse é o tempero da vida. Mas, se apaixonar por elas é um sinal de que você não está vendo-as como elas realmente são. E a ironia é que, quanto mais você se apaixona por alguma coisa, mais você a coloca em um pedestal, e mais inacessível ela se torna.
Na verdade, quem não se apaixona  torna os seus desejos algo mais “pé no chão” e acessível, e assim você pode manifestá-los em sua vida. E isso é entendimento... Isso é ser lúcido... É estar acordado.
Isso é treinar a mente para poder controlar os ímpetos de dar mais valor aos outros do que a nós mesmos, nossa felicidade em primeiro lugar para com ela poder fazer feliz quem caminhar ao nosso lado!

Ivone

7 comentários:

  1. Boa noite, querida Ivone!
    Tenho experimenado um sabor em estar comigo mesma que há muito não sentia... creio que me desapaixonei de algumas pessoas e estou bem mais feliz... concordo com tudo o que seu post nos disse...
    Me sinto plena... sem dor na alma!
    Bjm muito fraterno

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    1. Que bom querida amiga Roselia, poder viver livre sem apegos, é difícil ,mas não é impossível, desapegar, tentar ver tudo como é de verdade, com o tempo se aprende!
      Amei seu cometário por aqui, obrigada!
      Abraços apertados!

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  2. Isso é verdade Ivone!
    Não devemos nos apegar demais nas coisas,principalmente nos supérfluos.
    Acho que devemos sim nos apegar a nós mesmos e saber dividir o que é necessário,sem apegos.
    Bjs e uma linda semana.
    Carmen Lúcia.

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  3. Nietzsche é o meu filósofo preferido. Vê e descreve a realidade do SER tal e qual ela é em sua essência. Desejar é bom, mas dentro da realidade.
    Beijão Ivone e boa semana.

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  4. Oi Ivone,
    Eu gosto de estar apaixonada pela vida, pela natureza, pela beleza, pela arte, pelo cultivo da espiritualidade...a vida sem paixão para mim é totalmente sem graça.
    O problema não é a paixão em si, mas o que escolhemos para ser seu foco.
    Bjs

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  5. Ivone, você está sempre à nossa frente, parece que intui o que estamos passando.
    Gosto muito da Vida, perdi meus medos, estou mais leve, mais solta para falar e me desapegar. Estou admirada como estou enfrentando as situações, sem me apavorar.
    Gosto de falar, para incentivar as pessoas a se libertarem de suas prisões, de seus apegos, todos somos capazes de enfrentar os obstáculos, que se apresentam em nosso caminho, para nossa evolução, cada superação é uma nova lição!
    Está sendo excelente para desenvolver a espiritualidade e agradecer a oportunidade de me conhecer.
    Penso que agora uso óculos muito bom, que me permite enxergar e praticar o desapego, sem doer para dizer o não!
    Não sacrifico mais minha felicidade, para agradar aos outros...
    Obrigada, Ivone, felizes dias, abraços carinhosos
    Maria Teresa

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  6. Adorei sua maneira de explanar o assunto. Quando chegamos a uma certa altura da vida (idade), parece que o desapego se torna mais fácil. Vejo por mim mesmo. Mas o mais importante de tudo é amar ao próximo como a si mesmo.

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Ivone H Sato